Vi hoje na televisão uma reportagem sobre assédio moral, e a forma como certos empresários pouco escrupulosos torturam os trabalhadores para os pressionar a sair, levando à depressão e, em casos extremos, até ao suicidio do trabalhador.
Tendo passado na minha vida laboral pela dolorosa experiência que é um downsizing de quase metade de uma empresa onde trabalhei há largos anos, lembro-me que na altura a empresa passava por muitas dificuldades e cada unidade foi informada de quantos trabalhadores teria de prescindir, e que os que ficassem enfrentariam alguns meses de salários em atraso antes de a situação começar a regularizar. Além disso, quem saisse teria de assinar um acordo em como apenas receberia a indemnização em parcelas e apenas dali a alguns meses. A alternativa era a empresa fechar as portas.
Eu saí sem pestanejar, mas houve quem tivesse recusado a assinar, e lembro-me de ter ouvido falar nalguns comportamentos por parte da direcção como a remoção do posto de trabalho do trabalhador, ou colocá-lo a trabalhar na copa do escritório como meio de pressão para assinar.
Desta experiência ficaram-me algumas perguntas, às quais fui obtendo respostas ao longo do tempo.
Porque é que um trabalhador se recusa a sair de uma empresa que obviamente já não está interessada nos seus serviços (ou não tem condições de os pagar)?
- Porque arranjar um novo emprego com condições semelhantes é muito dificil e existe um certo estigma sobre quem foi despedido, como se fosse um atestado de incompetência genérica.
Porque é que arranjar um novo emprego com condições semelhantes é muito dificil?
- Porque as empresas só contratam alguém novo após um lento processo de análise, selecção e entrevista, após terem a certeza que o novo trabalhador é essencial à empresa e que é a pessoa mais adequada para o cargo.
Porque é que as empresas são tão conservadoras e tão burocráticas no processo de contratação?
- As empresas tentam evitar fazer "erros de casting" para evitar ter de fazer despedimentos mais tarde. É sempre um processo muito doloroso para a empresa como um todo.
Porque é que um despedimento é um processo assim tão doloroso?
- Porque existe em Portugal um estigma sobre quem foi despedido, e os trabalhadores lutam com todas as suas forças para se agarrarem ao seu posto de trabalho, apesar de a empresa já não desejar os seus serviços, e como a legislação existente torna muito dificil fazer um despedimento, o processo arrasta-se durante anos.
Estão a ver, voltámos ao principio ... percebem onde está o rabo metido na boca? Onde temos de alterar para que as coisas melhorem? E quem tem a responsabilidade de o fazer?
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2009-12-28
Isto é giro!
No Sonhos de Canela, uma ideia original da ANA Aeroportos para animar o Natal dos passageiros do dia 23 de Dezembro. É só seguir o link ... http://sonhosdecanela.blogspot.com/2009/12/feliz-natal.html
2009-07-18
Obrigado Amazon!
Sou completamente contra e-books, nunca li um e vou evitar ler um enquanto conseguir. Com o Kindle, comecei a pensar quanto mais tempo durariam os meus adorados livros de papel com as suas lindas capas. A guerra contra os e-books estava quase perdida.
Até esta semana, quando numa inesperada reviravolta dos acontecimentos, digna de uma boa história de suspense, a Amazon deu um tiro no pé, ao apagar remotamente dois livros que os seus clientes tinham comprado e devolvendo-lhes o dinheiro, sem qualquer pré-aviso.
É como se comprassemos um livro na loja, e quando fôssemos a meio da sua leitura, o lojista nos entrasse em casa e o levasse, deixando o dinheiro que tinhamos pago no seu lugar. Fez-me lembrar o papel que desempenharam certos livros "proibidos" nalgumas revoluções sociais e o que aconteceria se alguém pudesse instantaneamente destruir um livro em todo o mundo.
Esta foi a melhor noticia para os livros de papel nos últimos tempos ... foi como se tivessem descoberto árvores em Marte!
Até esta semana, quando numa inesperada reviravolta dos acontecimentos, digna de uma boa história de suspense, a Amazon deu um tiro no pé, ao apagar remotamente dois livros que os seus clientes tinham comprado e devolvendo-lhes o dinheiro, sem qualquer pré-aviso.
É como se comprassemos um livro na loja, e quando fôssemos a meio da sua leitura, o lojista nos entrasse em casa e o levasse, deixando o dinheiro que tinhamos pago no seu lugar. Fez-me lembrar o papel que desempenharam certos livros "proibidos" nalgumas revoluções sociais e o que aconteceria se alguém pudesse instantaneamente destruir um livro em todo o mundo.
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